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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Acostumando um cão adulto dentro do crate

Crate: É um tipo de confinamento para os cães, o mais conhecido é a caixa de transporte, mas tem diversos modelos dependendo do tempo que pretende deixar o cão ( lembrando que ele nunca deve ficar mais que 4 horas dentro de uma caixa de transporte e no máximo 5 horas se for um canil maior com espaço para necessidades).

Mas não é crueldade deixá-lo preso em uma gaiola? Primeiro você precisa entender que até nós, humanos, temos nossa prisão, que é a nossa casa, com portas delimitando o tamanho. O crate será como um quarto ou um espaço só do cão, aonde ele vai poder descansar sozinho e em paz, brincar e relaxar, como se fosse sua toca dos tempos primitivos. É claro que você não deve deixá-lo lá sem um devido treinamento antes, e jamais o obrigue a entrar ou o force, ele precisa associar o crate com algo bom, como diversos brinquedos (kong, ursinhos, ossos especiais) e entender que ele não irá ficar muito tempo sozinho. Se o método de confinamento que você escolheu for um crate pequeno, que servirá como sua caminha, então fique atento pois ele precisa-rá fazer suas necessidades fisiológicas, como cães não costumam urinar ou defecar em lugares apertados ele vai segurar, mas tudo tem um limite, uma hora ele vai liberar ou vai ter uma bela infecção se você não tirá-lo de lá. Agora, se seu método de confinamento for algo tipo um canil, com um pipidollys no cantinho, então você não precisará se preocupar com as necessidades, mas se certifique que o espaço é grande o suficiente e que seu banheirinho fique o mais longe possível da caminha. 

Eu escolhi o segundo método. Eu e minha mãe fizemos um canil na área de serviço, pintamos a grade de rosa, colocamos portinhas e uma divisória aonde seria o banheiro dela. Ainda não iniciei o treinamento com ela, mas em breve terei que fazer isso e vou contar detalhes passo a passo.

E como ensinar a ficar dentro do crate?
(texto retirado daqui)

crate training tem uma regra muito importante: Nunca force ou empurre o cão para entrar no crate. Isso só vai fazer com que o cão tenha medo e tornará a adaptação muito mais difícil senão impossível.
O intuito é que o cão se sinta relaxado e a vontade lá dentro e não que fique desesperado para sair. Em outras palavras seu cão tem que amar o crate.


Preparando o crate
O crate tem que ser um lugar confortável e aconchegante, coloque uma almofada na base e um cobertorzinho ou paninho que ele já tenha e goste. Se seu cão for muito apegado a você vale a pena colocar alguma coisa com seu cheiro, pode ser uma camiseta usada, uma meia ou compre um lenço e amarre no pescoço enquanto estiver em casa por alguns dias.
Primeiro contato
O modo mais facil de acostumar um cão ao crate é, obviamente, usando comida.
Escolha um tipo de petisco, ossinho ou recheio para kong (aqui você encontra algumas sugestões de recheio) que ele ame e que será exclusivo para ser usado no crate training. Caso seu peludo não seja chegado em petiscos use um ou dois dos brinquedos preferidos dele.
No começo coloque em um lugar onde o cão possa te ver a maior parte do tempo. Na sala perto do sofá ou perto do seu computador.
  1. O primeiro contato com o crate é o mais importante, abra a portinha e deixe seu cão cheirar e investigar. Em seguida pegue um petisco ou brinquedo e coloque lá dentro próximo a porta, seu cão provavelmente vai pegá-lo com desconfiança e sair correndo, isso é normal. Vá colocando o petisco cada vez mais para o fundo.
    Caso ele não queira nem chegar perto comece jogando petiscos no chão a uma distancia que ele se sinta seguro e aos poucos vá chegando mais perto. Você pode tentar também fazer uma trilha de petiscos até o crate. Esse processo pode levar alguns dias ou semanas, não apresse o cão, faça sessões curtas de 2 a 5 minutos duas vezes ao dia. Apenas quando ele se sentir confiante para pegar o petisco colocado dentro do crate avance para o próximo passo.
  2. Após repetir o passo anterior algumas vezes, amarre uma cordinha no fundo do crate, pegue um kong ou ossinho e amarre de modo que o cão tenha que entrar e ficar no no crate para roe-lo. No primeiro momento o cão tentará pegar o kong/osso e sair, quando perceber que não consegue puxa-lo para fora pode ficar confuso. Deixe que ele descubra sozinho o que fazer. Quando ele entrar e deitar para se deliciar sente em um lugar proximo mas não interfira ou feche a portinha.
  3. Quando ele se sentir confortavel com o passo anterior e não tentar mais puxar o kong ou tiver receio de entrar no crate pegue petiscos, um kong ou o brinquedo que ele mais ama, coloque no fundo do crate sem amarrar e feche a porta com o cão para fora. Ele provavelmente ficará desesperado para entrar, então abra a porta, deixe que o cão entre e feche em seguida com o cão dentro (veja o video abaixo). Fique em um lugar que ele possa ve-lo e deixe a porta fechada apenas por alguns segundos. 
Aumentando o tempo de confinamento
  1. Gradativamente mas não linearmente aumente o tempo que a porta fica fechada, ou seja, em uma sessão feche por 3, 5 e 2 segundos, na proxima 5, 7 e 3 segundos. Assim o cão não terá a impressão de que o tempo que fica preso é sempre mais longo. O limite de cada sessão são alguns segundos (ou minutos quando ele já estiver acostumado) a mais que o tempo mais longo da ultima sessão. Conforme o tempo vai aumentando deixe tambem um entretenimento que dure mais, como um recheio de kong mais dificil de tirar ou um ossinho mais demorado de roer. 
  2. Quando perceber que o cão já se acostumou e fica relaxado no crate por um tempo considerável, mova-o para um lugar no mesmo comodo onde ele possa ouvi-lo mas não possa vê-lo. Conforme ele se acostumar com a nova situação você então pode mudar o crate para outro comodo da casa dando um tempo para ele se acostumar a ficar sozinho e por ultimo sair de casa enquanto ele estiver preso. 
Aqui em casa o Fritz se acostumou super rapido, depois de alguns dias tirei a caminha dele que ficava ao lado da minha e coloquei o crate no lugar. Não demorou para ele dormir a noite inteira com a portinha fechada sem reclamar. Apenas quando está muito calor deixo aberta caso ele prefira dormir no chão, onde é mais fresquinho. Também após a introdução ao crate ele começou a se esconder lá dentro toda vez que trovejava ou soltavam fogos, por isso digo que crating é ótimo para cães medrosos, pois elea passam a ter um cantinho para se esconder ao invés de entrar em pânico e tentar fugir ou se machucar.
Uma outra dica é passar a oferecer as refeições apenas dentro do crate, mas isso só deve acontecer depois de passar pelas fases do primeiro contato e ele se sentir a vontade entrando e saindo.
Quando o peludo se acostumar a entrar e sair do crate vale a pena dar um nome para a ação. É muito simples, toda vez que ele entrar no crate diga a palavra de sua preferência, aqui em casa eu digo “casinha”

Inteligência canina


Renomado pesquisador coloca lado a lado a inteligência canina e a de uma criança humana de 2 anos de idade.

Os cães podem compreender mais de 150 palavras e intencionalmente enganar outros cães e pessoas, de acordo com o psicólogo e pesquisador Stanley Coren, PhD, da University of British Columbia.

Coren, autor dos livros mais populares sobre comportamento canino, revisou vários estudos para concluir que os cães têm a capacidade de resolver problemas complexos e são mais parecidos com os humanos e outros primatas do que se pensava anteriormente.

Segundo Coren, as habilidades mentais dos cães estão perto a de uma criança humana de 2 a 2 anos e meio de idade.

Há diferenças na inteligência entre os vários tipos de cães, e a raça determina algumas destas diferenças, diz Coren: "Há três tipos de inteligência do cão: instintiva (o que o cão é adestrado para fazer), adaptação (como o cão aprende a partir de seu ambiente a resolver problemas) e de trabalho e obediência (o equivalente a aprendizagem escolar)."

Dados de 208 juízes ligados a provas de obediência nos Estados Unidos e no Canadá mostraram as diferenças no trabalho e inteligência entre as raças de cães. "Border Collies são o número um; Poodles estão em segundo, seguido pelos Pastores Alemães. Quarto na lista é os Golden Retrievers, o quinto, Dobermans, sexta Shetland, e, finalmente, Labrador Retrievers", disse Coren.

O cão de média inteligência pode aprender 165 palavras, incluindo sinais, e os cães "super" (aqueles que estão entre os 20 no ranking de inteligência) podem aprender 250 palavras, diz Coren. "O limite máximo da capacidade dos cães de aprender palavras e gestos é parcialmente baseado em um estudo de um Border Collie chamado Rico, que mostrou conhecimento de 200 palavras e demonstrou o que os cientistas acreditavam que só poderia ser encontrado nos seres humanos e em alguns primatas", disse Coren.

Segundo Coren, os cães também podem contar até quatro ou cinco. E eles têm uma compreensão básica da aritmética e vai notar erros em cálculos simples, como 1 +1 = 1 ou 1 +1 = 3.

Através da observação, Coren disse: “Os cães podem aprender a localização de itens variados, as vias de melhor acesso em um ambiente (o caminho mais rápido para chegar em uma cadeira), como operar os mecanismos (tais como fechos e máquinas simples) e do significado das palavras e conceitos simbólicos (às vezes simplesmente por ouvir as pessoas falarem e vendo suas ações).”

Durante o jogo proposto na pesquisa, observou-se que os cães são capazes de tentar enganar outros cães e pessoas a fim de receber recompensas. Coren afirmou: "Os cães são tão bem sucedidos em enganar os seres humanos assim quanto os seres humanos estão em enganar eles."

http://artigoscao.blogspot.com/search?updated-max=2011-03-17T17%3A47%3A00-03%3A00&max-results=5

Destruição canina






 









Vídeos interessantes sobre cães




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Liderar e não dominar

Acho que a teoria da dominância, baseado nos estudos feito em lobos, foi e está sendo muito mal interpretado. Podemos ver a teoria usada como base no adestramento feito por César Milan (O Encatador de cães), ele diz categoricamente que temos que ser lobos líderes, dominar nossos cães, blábláblá, todo mundo já deve ter visto ou ouvido sobre ele. Estive analisando alguns de seus programas e cheguei a conclusão de que se aquilo for ser um líder eu prefiro ser qualquer outra coisa. Durante todo o adestramento César intimida, aterroriza, e assusta os cães ditos como líderes, no final temos o mesmo resultado em todos os programas, o problema é resolvido e o cão vira praticamente outro. Mas sabe o que eu vejo? Cães arfando, lambendo a boca sem parar, com rabo baixo e tremendo. Vejo cães com medo e muito mais perigosos do que antes, pois se você pode utilizar de força para ensiná-lo, ele irá revidar uma hora. Vejo controle e submissão por medo e falta de alternativa do que por prazer e respeito. Isso é ser o alfa? Isso é ser feliz com o seu cão? NÃO.

Vou citar um texto escrito pelo Dave Mech, o criador da teoria da dominancia e pioneiro nos estudos com lobos publicado em seu site:


“Conceito obsoleto do lobo alfa
O conceito do lobo alfa está integrado na literatura popular do gênero, pelo menos, em partes por causa do meu livro ”The Wolf: Ecology and Behavior of an Endangered Species,” escrito em 1968, publicado em 1970, republicado em paperback em 1981, e ainda sendo impresso e disponível apesar de meus inúmeros pedidos à editora para que parassem de publica-lo. Apesar da maior parte das informações contidas no livro estarem corretas, muitas delas são antiquadas. Nunca aprendemos tanto sobre os lobos quanto nos últimos 40 anos. 
Uma das informações obsoletas é o conceito de lobo alfa. “Alfa” sugere competição com outros membros da matilha e se tornar o lider vencendo um concurso ou batalha. No entanto, a maior parte dos lobos que lideram uma matilha chegaram a esse status simplesmente por acasalar e ter filhotes, que se tornam então os membros desta matilha. Em outras palavras eles são meramente procriadores ou pais e é assim que os chamamos hoje em dia.”
“A tentativa de aplicar informações de lobos sem relação de parentesco em cativeiro a estrutura familiar de matilhas naturais resultou em confusão generalizada. Poderiamos comparar a tirar conclusões generalizadas sobre a dinamica familiar humana estudando familias em campos de refugiados. Os conceitos de “lobo alfa” como lider dominando um grupo de compatriotas da mesma idade é particularmente enganosa.”
Em outro estudo feito pelo DR Frank Beach, que estudou durante 30 anos uma matilha de cães, foi chegada a conclusão de que não há dominância física entre eles, as coisas são conseguidas com assédio psicológico, sinais sutis, enfim, um grande ritual.  Os que aparentemente era os ditos alfas eram na verdade apenas líderes bondosos, confiantes de sua posição e não se rebaixam em brigas, apenas cães inseguros brigam. Outra coisa observada foi que a maioria dos cães não desejam serem líderes. Muitos alfas são pequenos e franzinos, fisicamente incapazes de controlar pela força, na verdade o que ele faz é controlar os recursos, apenas isso. Um alfa canino é superior e pode muito bem dividir seu osso ou sua cama simplesmente porque ele não dá a mínima, é auto-suficiente e seguro de sua superioridade. 

Na verdade cães são animais brincalhões e carentes de atenção, quando ele pega seus ursinhos ou seu chinelo ele só quer dizer "ei, vem brincar comigo" e não "vou dominar você". Cães não falam, agem. Mas então como eu coloco limites no meu cão? Na teoria é bastante simples, você tem que se sentir o líder, ser confiante e ter o controle da situação, cães percebem quando você está com medo ou suscetível. Não usar de força física, a pior coisa para os cães é o fato de você ignorá-lo. Fez algo errado como pegar seu chinelo? Finja que não tá nem aí, não preste atenção e não corra atras dele. Pegue um brinquedo que seja dele e próprio para morder e então comece a brincar com ele, em breve o cão volta correndo e se interessa no brinquedo certo, esquece seu chinelo. Você deve direcionar seu interesse e seu prazer nas coisas que ele pode e deve brincar.



Faça do adestramento uma brincadeira, não reprima seu cão, se errou, esquece, tente de novo. O ato de ensinar deve unir o cão e o seu dono, no final vai ser você que vai aprender com ele.

Entendendo comportamentos caninos

Estava lendo um dos blogs que sigo e recomendo, chamado: Barbas e bigodes, quando me deparei com um post muito interessante, que me fez refletir sobre o modo que entendemos e que a mídia nos ensinou a entender sobre cães. Sim, eu culpo também a mídia por estereotipar um cão perfeito desde o inicio, com pensamentos e sentimentos humanos, que na verdade, eles não tem. Tal fato cria uma ilusão a futuros donos de cães, que esperam que ele entenda quando faz coisas erradas sem ser ensinado, que sinta culpa, que saiba o que fazer e o que não fazer, enfim, que seja um mini humano obediente sem que o dono faça qualquer esforço para isso. A mídia cria o chamado cães da moda, observe:



Cães são muito inteligentes, mas nem sempre conseguimos nos comunicar e ele consegue nos entender. Voltando a falar sobre a postagem do blog que mencionei antes vou copiar um pequeno trecho para me explicar melhor:

“O cão Walt Disney é super inteligente, ético, é capaz de planejar vingança, soluciona problemas complexos e entende o valor dos objetos na casa do dono. Ninguém quer um cachorro B.F.Skinner (*): uma caixa preta com duas funções: entrada e saída, é lógico que esse não é o membro peludo de nossas familias.”
Walt Disney vs. B.F. Skinner
Um cão é punido toda vez que é pego roendo os moveis. Agora o cão evita faze-lo quando o dono está em casa mas se torna destrutivo quando deixado sozinho. Quando o dono retorna e vê o prejuizo o cão se encolhe, coloca as orelhas para trás e fica cabisbaixo. 
Versão Walt Disney: O cão aprende por punições que roer moveis é errado. O cão fica chateado por ter ficado sozinho e, para se vingar do dono, rói os moveis quando o dono sai. Ele deliberadamente faz uma coisa que sabe estar errada. Quando o dono retorna o cão se sente culpado pelo que fez.
Versão B.F. Skinner: O cão aprende que roer moveis é errado quendo o dono está presente e certo quando o dono sai. O cão fica levemente ansioso quando deixado sozinho e se sente melhor ao roer. Isto também ajuda a passar o tempo. Quando o dono retorna, o cão mostra sinais de submissão para evitar uma punição que ele aprendeu que pode acontecer nessas horas. O comportamento exibido com a chegada do dono e/ou pre-punição é simplesmente um prognostico: o cão sabe que vai ser punido mas não sabe porque.
(*) B.F.Skinner foi um autor Americano, pioneiro em pscicologia experimental e propositor do Behaviorismo Radical e comportamento operante. Apesar de suas ideias serem um pouco radicais para humanos, podem ser muito bem aplicadas no adestramento canino. 



Posse responsável

Ter um cachorro não é tarefa fácil. Não é bonito como mostra nos filmes, os cães não vem adestrados e fazendo o que nós queremos, são super dependentes e querem estar grudados em você o tempo todo. Isso é bom, na teoria, porque na prática é quase insuportável, ele vai te seguir pela casa, vai chorar desesperadamente se você desaparecer nem que seja por poucos minutos, vai arranhar a porta do banheiro quando você estiver lá, vai destruir tudo que estiver ao seu alcance e mais um pouco só porque você resolveu sair por algumas horas. Vai chorar toda santa noite quando você quer dormir, você vai ficar calmo, depois vai apelar pro carinho, então pros xingões, vai ficar frustrada, e por ultimo vai parecer que desistiu. Fases que todos os donos passam quando tentam ensinar algo ao seu cão.

Pode ter certeza que ele irá te dar muitos prejuízos e gastos, por mais que você não compre nada mais que o essencial (que já é muito caro), vai pegar seu controle remoto, vai subir em cima da mesa quando você se descuidar e se meterá dentro da panela (experiência própria), vai cagar e mijar nos seus tapetes, vai vomitar na sua cama, vai destruir os sofás e qualquer coisa mastigável como quinas de mesas e cadeiras, vai pegar seus enfeites e destruirá suas flores. Vai soltar montes e montes de pelos que acredite, jamais sairão completamente das suas roupas. Tudo isso e mais um pouco a Minnie, minha cadelinha já fez, me irritei muitas vezes, já chorei de tristeza e de raiva, já virei noites porque ela não parava quieta. 

Entendem como ter um animal, uma vida que depende da sua, é complicado? Não é brinquedo. Muitos pensam que é fofo e esperam que o animal seja perfeito como nos desenhos animados. Quando eles não correspondem o que se espera deles, pronto, é rua, é canil, é coleira, é abandono. O engraçado é que nós mesmos nunca correspondemos o que os outros esperam de nós, porque devemos exigir comportamentos humanos em seres tão perfeitos como os animais? Eles são perfeitos, do seu modo, são educados, do seu modo, são cheirosos e higiênicos, do seu modo. Já pensei, nos momentos de desespero, em dar a Minnie pra outra pessoa, me julgava incapaz de conseguir criá-la só porque me frustrava, quando comecei a entender o que ela queria me dizer, o que ela precisava, o que ela sentia e como estava sendo injusta e confusa com ela, foi que eu a aceitei completamente. Aprendi a olhar seus avanços com outros olhos e levar na esportiva quando faz algo errado. Tento ser o melhor possível, não como líder da matilha, não sou loba e ela também não é, apenas tento recompensá-la pelas coisas boas e ignorar as ruins, não quero que ela me tema, quero que ela me respeite porque gosta disso.

Aceite os defeitos dos seus cães, você também não é perfeito. Tente se sujar com ele também, rolar no chão com ele, brincar de bola, correr, destruir... leve as coisas de maneira simples e equilibrada. No fim você não vai ter apenas um cão, vai ter o melhor amigo da sua vida. 


Minnie tomando conta da minha cama.