domingo, 2 de outubro de 2011
Tradução de um artigo de Nicole Wilde
Texto retirado daqui.
"Como treinadora de cães, converso com donos diariamente. Mas com a recente aquisição canina cá de casa tenho frequentado mais os parques de cães, pet shops e outros locais. E toda a gente tem histórias, conselhos e opiniões acerca do treino de cães.
A mais recente história fantástica é a de um senhor que falei acerca de lobos. Parece que tinha um amigo que vivia no Oregon, que tinha um lobo puro (não era cruzado com cães). O amigo todos os dias tinha de se colocar de gatas e morder a orelha do lobo, apenas para lhe lembrar quem é que mandava. Wow!! Parece uma coisa cansativa, já para não falar completamente ridicula! Eu, como alguém que viveu com um lobo e dois "cãeslobos" durante 10 anos, poderei dizer que seria a última coisa que faria. Os meus rapazes sabiam quem é que mandava, e esse estatuto não foi de todo atingido fisicamente... "dominando".
A teoria da dominância subsiste nos parques de cães. Vejo pessoas a a subjugarem os seus cães quando estão a ser muito festivos com outros cães rolando-os de barriga para cima, e o que eu posso dizer é que estiveram a ver os programas televisivos errados. Alguns parecem acreditar que quanto maior for o cão mais forte tem de ser a correcção. Mais uma vez, como mãe de um pastor alemão x rott x malamute de 55 Kgs (que recentemente morreu), posso dizer que não é assim, a liderança é psicológica, não é fisica. Temos de admitir que se fosse uma questão de conseguir a liderança através da força fisica muitas pessoas estariam em muito maus lençóis. Felizmente existem melhores maneiras, que por acaso também são mais eficazes, como por exemplo estabelecer uma ligação, criar uma relação de confiança, treino, controlo dos recursos, usar uma comunicação clara e usar a linguagem corporal com esse objectivo.
Eu imagino o tipo de educação que os donos de cães recebem em parques de cães e petshops. Tive clientes a quem foram vendidas coleiras de choque por empregados de loja bem intensionados, quando isso é a última coisa que o seu cão precisa. Ouvi pessoalmente a "pack theory" e do alpha serem argumentados por pessoas que acreditam piamente neles e querem educar os restantes donos de cães acerca do assunto.
Como dono de cão deve estar informado, mas filtre essa informação, seja ela da televisão, outros donos de cães ou até mesmo de livros. Mantenha-se atento à informação e técnicas mais recentes. Independentemente de onde vem essa informação, se existe alguma coisa nela que o deixa incomodado e não quer fazê-lo com o seu cão, não o faça. Você é o guardião do seu cão, aquele a que ele recorre para protecção. Por isso da próxima vez que lhe sugerirem rolar o seu cão de barriga para cima, ou outra coisa que não lhe pareça bem, prenda-o, dando-lhe uma boa recompensa e siga o seu caminho..."
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Truques
Um vídeo bem legal mostrando alguns truques que podemos ensinar ao nosso amigão. A Minnie já sabe o senta, o deita, o dá a pata, o fica, o vem, o de não comer a comida só quando eu deixar e o morto. Um dia vou fazer um vídeo dela que nem esse ;)
Fonte(clica)
Treinador conversando com seu cão
Este texto é uma tradução de um texto escrito pelo Dr Ian Dunbar.
Ian Dunbar: Porque é que os cães se portam mal?
Rex (Pastor Alemão): Quem disse que nos portamos mal? Nós consideramos que o nosso comportamento é bastante exemplar.
ID: Ok. Nós, pessoas, achamos que os cães se portam mal. Vamos ser mais objectivos então e perguntar porque é que os cães: perseguem; escavam; roem; rosnam; mordem e ladram?
R: Porque somos cães, suponho. Certamente ficaria surpreendido se voássemos, fizessemos as palavras cruzadas, guardássemos os ossos no frigorifico, mugíssemos, miassemos e contratassemos um advogado para processar os nossos inimigos.
ID: Ok, ok! Tudo bem, todas as atividades dos cães são perfeitamente normais e necessárias para o natural repertório canino. Então não são tanto os comportamentos que são anormais em si mesmos mas antes inapropriados em ambiente doméstico.
R: Bem, sim e não. Julgo que depende da sua perspectiva. Nós, cães, não consideramos necessariamente o nosso comportamento inapropriado. Pelo contrário, um Yorkshire amigo meu considera tapetes o mais avançado que existe em casa de banho, o lugar perfeito para urinar em toda a casa. Não se fica com as patas molhadas quando se urina em tapetes. Um velho Jack Russel admite abertamente que terra acabada de fertilizar e revolver oferece as melhores condições para escavações, considerando a delicadeza das suas patas devido aos muitos anos de vida doméstica.
ID: Então corrige-me se estiver errado. O que estás a dizer é que o comportamento dos cães é perfeitamente normal e natural...
R: E necessário!
ID: ...e necessário no estado selvagem...
R: E no ambiente doméstico!
ID: ...e no ambiente doméstico.
R: Então a solução está no dono, que tem de providenciar e indicar as formas possiveis, em mutuo acordo, para as necessárias atividades caninas, caso contrário...
ID: "Caso contrário"?
R: ...caso contrário nós somos forçados a improvisar na nossa busca por uma terapia ocupacional para passar o dia.
ID: E erram na escolha. Certo?
R: Certo! E depois somos castigados por quebrar regras que nós nem sabíamos que existiam.
ID: Isso não é justo.
R: Bem, não nos deixa nada contentes. (Como raça de guarda os Pastores Alemães por vezes poderão ladrar muito e morder)
ID: Hmmmm! Já tentaram explicar aos vossos donos que não sabem que estão a fazer mal?
ID: E o que é que acontece?
R: Eles castigam-nos quando corremos para os receber à porta de casa.
ID: Se calhar eles não gostam da vossa maluquice, de colocarem as patas em cima deles, de lambidelas ou de saltarem. Porque é que não se sentam...
R: Isso é uma boa ideia! Nunca tinha pensado nisso... Mas eles adoram a nossa atenção e euforia quando somos filhotes, nós apenas crescemos.
ID: O que quis dizer foi, porque é que não se sentam e conversam isso com eles?
R: Ah, eles nunca ouvem. Sempre que nos sentamos eles apenas dizem "junto, senta, junto, senta..." e depois de andar à volta em quadrados voltamos onde começamos. Parece tudo sem sentido.
ID: Já tentaram fazer o que o vosso dono manda?
R: Já. Mas é pior quando somos obedientes. Quando falhamos depois qualquer coisa, assumem que estamos a ser mal comportados de propósito e castigam-nos ainda com mais severidade.
ID: Nunca ficam zangados?
R: Se ficamos zangados, eles nos matam.
Treino positivo por Pat Miller
Retirado de "The power of Positive Dog Training" por Pat Miller.
Quando você usa métodos positivos para treinar o seu cão, constrói uma relação completamente diferente da que se forma com os ditos métodos tradicionais, é um laço baseado na cooperação e na confiança em vez do medo e coerção. A meta do treino por reforço positivo é o desenvolvimento do potencial de aprendizagem do cão. Você encoraja-o a solucionar problemas e ajuda-o a controlar os seus próprios comportamentos. Você também o encoraja a oferecer comportamentos e a descobrir quais são bem sucedidos. O treino positivo abre a mente do cão. Com o treino moderno você cria um parceiro alegre e auto-confiante que quase se treina a ele próprio e procura avidamente oportunidades para receber um reforço. Se é isto que pretende então bem-vindo ao treino positivo!
O treino positivo uma mudança de mentalidade radical para a maioria dos donos de cães. Mesmo que nunca tenha pensado em treinar o seu cão usando a dor a nossa cultura tem estado imersa numa filosofia onde é exigido que dominemos os nossos cães.
Quando você muda a forma como fala acerca de cães, de um vocabulário com termos baseados na punição e coerção para um positivo, ajuda-o a mudar a forma como pensa. Os cães não são maus, eles apenas cometem erros.
Quando o seu cão comete um erro, em vez de dizer “NÃO!”, diga “Oops” ou “Azar” e depois mostre-lhe a forma correcta de fazer as coisas. Quando um dos meus clientes diz “Mas ela sabe que não pode estar no sofá. Quando eu entro na sala ela slata para o chão e fica com ar de culpada”, eu respondo que se ela soubesse que não suposto estar no sofá ela não o faria. O que ela sabe é que estar no sofá é muito reforçante porque é confortável. Mas a consequência de estar no sofá na sua presença é que você fica irritado. Na melhor das hipóteses aprende que não pode estar no sofá na sua presença. Então quando você entra na sala salta para o chão e tenta apaziguar a sua irritação com sinais corporais de submissão. Para o cão é uma situação completamente diferente de estar no sofá na sua ausência.
Um dos benefícios de mudar de perspectiva em relação aos comportamentos do seu cão é que fica menos vezes zangado. Em vez de culpar o cão pelos seus erros, toma a consciência que o cão está apenas a ser cão. Os cães gostam de estar confortáveis no sofá, muito melhor que o chão. Quer manter o cão fora do sofá? Dê-lhe uma cama própria tão confortável ou mais que o sofá. Recompense-o por dormir nela. Previna o acesso ao sofá quando não está presente impedindo o acesso à sala ou colocando caixas em cima do sofá. Quer manter o cão afastado do balde do lixo? Não ponha os restos do peru no balde. Feche bem o balde de forma a que não possa abri-lo. Previna o acesso ao balde do lixo quando não está presente colocando-o num sitio onde o cão não tenha acesso ao mesmo. O treino positivo gira em torno de soluções simples e inteligentes. Só tem de se lembrar de ser a espécie mais inteligente. Treine com o seu cérebro.
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Pesquisa de agressividade canina
Qual a raça mais feroz? Pensou em pit bull ou rottweiller certo? Então errou. De acordo com uma pesquisa feita pela publicação científica Applied Animal Behavior Science, e divulgada pela BBC, o cão mais feroz do mundo é o dachshund, mais conhecido como "cão salsicha".O levantamento, feito com 6 mil donos de 30 raças de cães direfentes, constatou que as raças com mais tendência a atacar humanos são dachshund e chihuahua. Já os cachorros menos agressivos são os das raças golden retrievers, labradores, são bernardos, britanny spaniels e greyhounds.
Confira as dez raças mais ferozes:
1. Dachshund
2. Chihuahua
3. Jack Russell terrier
4. Akita
5. Pastor australiano
6. Pit bull
7. Beagle
8. Springer spaniel inglês
9. Border collie
10. Pastor alemão
Fonte: Applied Animal Behavior Science
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